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Smartphones na escola e a Lei nº 15.100/2025: distração ou recurso pedagógico?

A discussão sobre o uso de celulares em sala de aula tem ganhado cada vez mais destaque nas escolas brasileiras. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que regulamenta o uso de dispositivos móveis em ambientes escolares, o tema voltou ao centro do debate educacional: afinal, os smartphones são aliados ou inimigos da aprendizagem?
Mais do que proibir ou liberar, especialistas defendem que é preciso olhar para os contextos e intencionalidades do uso. O celular pode, sim, ser uma fonte de distração, mas também pode abrir portas para uma educação mais interativa, personalizada e conectada com o mundo real.
 

Um novo cenário: o que diz a legislação

Em vigor desde janeiro de 2025, a nova legislação brasileira determina que os celulares devem ser usados com restrições no ambiente escolar, mas permite exceções para casos pedagógicos, emergências, ações de acessibilidade e necessidades de saúde. Essa regulamentação busca equilibrar o potencial educativo dos dispositivos com preocupações legítimas sobre foco, disciplina e bem-estar digital.

A medida acompanha uma tendência internacional de regular o uso dos celulares. Em países como a França, onde o uso de smartphones em escolas públicas é proibido desde 2018, com exceções para casos pedagógicos. No Reino Unido, escolas têm autonomia para decidir, e muitas optaram por políticas restritivas após constatarem impactos negativos no comportamento e no desempenho escolar.

 

Benefícios e desafios do uso em sala

De um lado, professores relatam quedas de atenção, dificuldades de concentração e dispersão de alunos que usam celulares sem mediação. Uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que mais de 60% dos professores brasileiros acreditam que o uso inadequado do celular atrapalha o rendimento escolar.
Do outro lado, projetos pedagógicos bem estruturados têm demonstrado que os dispositivos podem ser aliados no desenvolvimento de competências como autonomia, resolução de problemas, pensamento crítico e responsabilidade digital e responsabilidade digital. A chave está no uso intencional: quando o celular é incorporado a uma metodologia ativa, ele se torna um recurso para ampliar a aprendizagem, não um obstáculo.

Metodologias ativas e ensino híbrido

O uso de tecnologias móveis se conecta diretamente com abordagens como o ensino híbrido e a sala de aula invertida. Nesses modelos, o aluno interage com o conteúdo em momentos diferentes da aula tradicional, utilizando vídeos, jogos e atividades interativas em casa ou em sala, de forma mais autônoma.
Essas práticas favorecem o engajamento e respeitam o ritmo de aprendizagem dos estudantes, desde que bem acompanhadas por educadores. A flexibilidade do digital também permite que os alunos revisitem conteúdos conforme suas necessidades, algo difícil de garantir apenas com métodos expositivos tradicionais.

Como a Matific se insere nesse cenário

A Matific é uma plataforma educacional gamificada, baseada em evidências, que funciona perfeitamente em dispositivos móveis. Isso permite que escolas incorporem o uso de smartphones de maneira segura, estruturada e alinhada aos objetivos pedagógicos.

Na Matific, alunos podem realizar atividades matemáticas adaptadas ao seu nível de conhecimento, com feedback instantâneo, o que incentiva o estudo autônomo e o uso produtivo do tempo fora da sala de aula. Professores, por sua vez, têm acesso a relatórios detalhados que auxiliam no acompanhamento do progresso e no planejamento das aulas.

Essa flexibilidade viabiliza o modelo de sala de aula invertida, em que o estudante tem contato com os conceitos em casa e vai para a escola preparado para aplicações práticas e discussões colaborativas. É uma forma eficaz de transformar o smartphone de um potencial distrator em uma ponte entre o conteúdo escolar e a realidade digital dos alunos.

Exemplo prático: imagine um professor do 5º ano trabalhando frações. Ele pode designar um conjunto de atividades da Matific para serem feitas em casa no celular ou tablet. No dia seguinte, usa os relatórios da plataforma para identificar os pontos que geraram dúvidas e aplicar atividades colaborativas em grupo, transformando a sala de aula em um espaço de aprofundamento.


Perguntas frequentes sobre o uso de celulares na escola

  • Celulares devem ser liberados para qualquer atividade? Não. O ideal é que haja objetivos claros e acompanhamento do professor.
  • Como evitar distrações? Com regras bem definidas, uso de plataformas seguras e planejamento pedagógico.
  • Os pais devem participar dessa discussão? Sim. O envolvimento da comunidade escolar é fundamental para garantir o uso responsável.

Caminhos para um uso equilibrado

Para que o uso de celulares seja produtivo na escola, é fundamental que as instituições estabeleçam diretrizes claras, alinhem-se com as famílias e invistam na formação docente. O protagonismo dos educadores é central: com formação e apoio, eles conseguem transformar desafios em oportunidades.


A Matific contribui com esse processo oferecendo uma solução segura, validada por especialistas que promove o uso pedagógico da tecnologia, sempre com foco no desenvolvimento integral do estudante.
 

Conclusão